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Pesquisa sobre a consciência de risco em atividades turísticas - Referente a Junho e Julho de 2004

Detalhamento da amostra

Onde?
11 Estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul.

Quando?
De 1º. de junho a 31 de julho de 2004.

Quem?
Maiores de 20 anos, praticantes regulares de atividades de turismo / lazer.

Como?
Voluntários da ONG selecionaram, em seus estados, respondentes inseridos no perfil. Os questionários foram respondidos e enviados via correio ou internet.

Objetivos

Amostra

Perguntas / resultados

  1. Quantas vezes por ano você costuma viajar a turismo pelo Brasil?
    Freqüência predominante (55%) da faixa de duas a cinco vezes por ano, seguida a distância pela tendência de uma única viagem anual (20,4% de respostas).
  2. Qual o destino habitual de suas viagens de lazer?
    A questão era aberta para respostas múltiplas. Foi detectada forte preferência (73,9%) por destinos litorâneos – praias. A segunda menção mais freqüente foram os locais para onde se vai com mais assiduidade: casa própria ou de amigos (55,9%). Locais desconhecidos e locais históricos também tiveram registrada sua preferência, com 28% de menções cada um.
  3. Nessas viagens, você costuma realizar alguma atividade específica? Algum passeio, algum esporte? Se sim, qual?
    Maioria de respostas afirmativas: 63,5%. Dentro desse universo de praticantes, duas atividades atingiram o mesmo percentual de menções (27%): turismo de aventura (rappel, cavalgada, trilhas e outros) e passeios a pé.
  4. Ao realizar a atividade que você mencionou, você normalmente contrata algum guia ou monitor?
    A maioria (39,8%) declarou que não costuma contratar guia ou monitor para a prática da atividade mencionada na questão anterior. Essa questão produziu ainda um elevado índice de ausência de respostas (34,6%).
  5. Esse guia / monitor é profissional autônomo ou ligado a alguma empresa?
    Para os 25,6% que afirmaram contratar guias ou monitores, foi formulada esta questão de aprofundamento: a maioria (63%) declarou que contrata profissionais ligados a empresas.
  6. Grau de risco atribuído a atividades esportivas específicas.
    Dentre 11 atividades mencionadas, Rappel, Jet Ski e Mergulho foram consideradas as mais arriscadas – com 63,5%, 36% e 33,2% das menções, respectivamente. A atividade praticada pelo entrevistado, informada na questão 3, foi a que obteve o menor índice de risco associado – 2,4%.
  7. Por que você atribuiu o conceito de “alto risco” a essa(s) atividade(s)?
    A maioria das justificativas (51,2%) considera o perigo implícito na prática e a impossibilidade de controle das variáveis relacionadas à atividade. O Rappel, por exemplo, depende das condições locais, da conservação dos equipamentos e do grau de experiência dos monitores. O alto risco atribuído ao Jet Ski está associado principalmente à imperícia e à imprudência dos motoristas. Quanto ao Mergulho, os principais fatores de risco apontados foram a inexperiência do praticante e as condições locais.
  8. Em suas viagens, você costuma contratar ou já contratou os serviços de alguma empresa especializada em turismo? Se sim, qual (quais)?
    60,2% de respostas afirmativas. Desse contingente, a operadora CVC recebeu o maior número de menções, seguida pela Soletur (que não está mais em atividade).
  9. Recomendaria essa empresa para outras pessoas ou utilizaria novamente seus serviços?
    Esmagadora maioria (80,3%) de respostas afirmativas para essa questão – o que faz supor um forte componente de fidelidade no relacionamento cliente / operadora turística.
  10. Quando está viajando a lazer, você se considera uma pessoa `muito preocupada´, ‘razoavelmente preocupada´ ou `despreocupada´ com as questões de segurança?
    Concentração de 65,9% na classificação `razoavelmente preocupada´. As duas atitudes de extremo equilibraram o percentual de menções (em torno de 16%).
  11. Justificativa da auto-classificação anterior.
    As justificativas estabelecem uma relação entre família e segurança: filhos pequenos costumam intensificar a atitude de preocupação. Relatos de acidentes ocorridos em viagens também impactam num aumento da consciência. Observa-se ainda forte valorização de uma atitude de equilíbrio na questão da segurança – evitando-se a visão obsessiva ou relapsa.
  12. Listagem de atitudes: quais aquelas com que você concorda e com que não concorda?
    Resposta múltipla. A afirmativa `Defendo o uso obrigatório do cinto de segurança´ configurou praticamente uma unanimidade, com 96,7% de concordância. Em segundo lugar veio a frase `Gostaria de ser mais bem informado sobre prevenção de acidentes em situações de lazer´, com 83,4% de menções. Outros índices expressivos de concordância ficaram com as afirmativas `Campanhas de prevenção modificam o meu comportamento´ (57,3%) e `Já passei por situações de risco em viagens de lazer que poderiam ter sido evitadas´ (34,1%).

Conclusões e recomendações

Identifica-se portanto um vasto campo de atuação para a AFV, que pode efetivar-se em duas frentes: ações preventivas (divulgação, mídia) e ações reativas (focadas em eventos / denúncias específicos).

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