É hora de curtir as férias, com a segurança na bagagem.
“Para a ONG. Férias Vivas, da contratação à diversão, há uma série de regras a se cumprir”
Antes de viajar, consulte o médico, saiba se a saúde está bem, providencie uma pequena farmácia com os remédios básicos, adicione um manual de uso, certifique-se de que a empresa com a qual fechou o pacote tem acompanhante e um plano de risco. São essas as dicas fundamentais de Sílvia Basile, presidente da ONG Férias Vivas (www.feriasvivas.org.br), para o início de uma viagem segura e de férias tranqüilas que acabam com gosto de “quero mais”.
Os passos que principalmente os adultos acompanhados de crianças ou pais que têm filhos que viajarão desacompanhados devem seguir envolvem, na verdade, muito mais. E eles valem para todas as ocasiões. “Seja qual for a escolha, se escalar montanhas, andar de barco contra a correnteza do rio, escorregar numa cachoeira, caminhar por uma trilha, alguns cuidados deverão estar na bagagem. Especialmente o turismo de aventura, no qual atuam empresas relativamente jovens no mercado, requer avaliar com cuidado os riscos das atividades e a possibilidade de acidentes de consumo”, alerta.
À frente de uma entidade que, desde a fundação em 2002, tem como missão “educar para o lazer e o turismo seguro e responsável”, Sílvia chama a atenção para a necessidade de identificação do profissional que vai acompanhar as atividades, uma vez que, segundo ela, não basta o conhecimento técnico. “É indispensável saber se o guia conhece a região, se tem noções de primeiros socorros e se existe, na empresa contratada, um plano de contingência para acidentes, pois é fundamental que tenha parceria com um Grupo Voluntário de Busca e Salvamento, o Corpo de Bombeiros além de hospitais na região”.
A presidente de Férias Vivas admite que ninguém quer pensar em acidentes quando programa uma viagem, mas cercar-se de todos os cuidados pode justamente garantir o retorno satisfatório para a casa. “As empresas deixam solta a contratação do seguro e das coberturas nos casos de acidentes. O ideal mesmo é que a empresa tenha um plano de gerenciamento de riscos, para prevenir os acidentes”, enfatiza.
Assim, ao contratar um pacote de turismo de aventura, por exemplo, o consumidor deve pedir o detalhamento das atividades, como os tipos de passeios, os trajetos completos, o tempo de duração e os riscos que envolvem. “Geralmente, o pacote mostra apenas o pôr-do-sol mais maravilhoso do mundo e esconde as dificuldades. A ordem é ser curioso para obter o máximo de informações da empresa. Você só pode relaxar após retornar da atividade, antes não”, finaliza.

