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O QUE OBSERVAR, PERGUNTAR EM SEU PASSEIO OU VIAGEM
por Silvia Maria Basile

O mercado está a pleno vapor e preparado para o melhor momento do ano: as férias de verão. O apelo sol e praia, sem dúvida, atrai turistas domésticos e internacionais e movimenta o trade turístico de norte a sul do país.

Vale notar que o fornecedor de produtos e serviços trabalha com uma matéria- prima preciosa -a concretização do sonho das merecidas férias, que povoa o ideário de milhares de turistas. Consumidores que, inundados por imagens publicitárias de lugares maravilhosos, com uma natureza exuberante, serviços primorosos e gente bonita, fica na expectativa, com uma ansiedade quase infantil para fazer parte desse cenário paradisíaco. Não importa o destino, o que se busca alcançar com o sonho varia. Pode ser liberdade, paz, fortes emoções, ou simplesmente relaxar.

Percebemos, entretanto, que muitas vezes a realidade fica distante desse sonho e pode, inclusive, transforma-lo em pesadelo.

Trabalhando há 4 anos na Ong Associação Férias Vivas, notamos que, muitas vezes, é principal ou unicamente o valor financeiro que conta na escolha do pacote. E então, nos vêm importantes questões: será que o menor custo é garantia de um bom serviço? E seu pagamento implica em um fornecimento com qualidade?

Para que surpresas desagradáveis e até mesmo acidentes não ocorram, devemos, antes da compra final, deixar a emoção de lado e nos determos na razão. É imprescindível incorporar no planejamento das férias não só o valor financeiro, mas agregar outros valores como: infra-estrutura hoteleira, experiência e competência dos prestadores de serviços, dos condutores das atividades, dos monitores envolvidos em cada evento. A condição e manutenção dos equipamentos fornecidos fazem também parte desse check list. Assim como não pode ser deixada de lado a obrigatoriedade de levantar a idoneidade e seriedade de empresas terceirizadas como, por exemplo, das companhias de transporte ou fornecedoras de alimentos.

De posse de todas as informações disponíveis e fornecidas de forma transparente é que poderemos avaliar a relação custo x benefício e, então, tomar a decisão final de compra, optando racionalmente e avaliando se queremos um serviço com mordomias ou rusticidade, precário ou com qualidade.

Mas para que essa compra seja feita, de fato, de forma racional o primeiro item a observar é a qualidade da informação fornecida. Temos de fugir de fornecedores que optam por explorar o lado emocional ou mesmo usar de chantagens do tipo “você tem que decidir hoje, senão perde essa promoção incrível”.

O Ministério do Turismo identificando a necessidade de profissionalização do setor no país subsidiou o desenvolvimento de normas no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT CB 54, com destaque para:

  • competências mínimas para condutores, que visa criar um novo parâmetro de qualidade na formação profissional do segmento.
  • informações mínimas que especifica os requisitos gerais mínimos de informações a serem fornecidas antes da formalização da compra.
  • gestão da segurança que especifica requisitos para um sistema de gestão no turismo.

  • As normas acima relacionadas foram publicadas no final de 2005 e podem ser adotadas de forma voluntária, por qualquer empresa, independente da atividade ou porte.

Partindo do princípio do planejamento consciente, exija do fornecedor a comprovação de atendimento às normas. É provável que você encontre no país 10 ou 20 empresas que já estejam incorporando o conhecimento necessário, mas essa cobrança do consumidor é necessária para motivar os empresários do segmento. Enquanto isso não acontece é possível elencar algumas dicas básicas a serem observadas quando o assunto é contratar um serviço que envolva turismo e lazer. Seguindo-as, não há como errar.

  • Identifique a razão social, CNPJ e cadastro no Ministério do Turismo de todos os fornecedores envolvidos na prestação do serviço;
  • Para o empreendimento hoteleiro – verificar:
    • programas de gestão da qualidade, ambiental ou de responsabilidade social
    • infra-estrutura de atendimento emergencial ou parceria com hospital mais próximo e qual a distância desse hospital
    • sistema de prevenção e combate incêndio e brigada de incêndio treinada
    • salva-vidas treinados e plantão das piscinas
  • Nas atividades – verifique sobre:
    • competência e experiência dos condutores
    • plano de manutenção dos equipamentos utilizados
    • instrução e informação antes e durante a atividade
    • planos de contingência (rotas de escape ou comunicação)
Informações específicas sobre o que observar em 17 atividades turísticas como por exemplo buggies, expedições 4x4, canionismo, caminhada, arvorismo, embarcações, piscinas, ciclismo, hotéis e pousadas, etc. podem ser acessadas através do site da Associação Férias Vivaswww.feriasvivas.org.br na página Férias Seguras.

 

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