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PESQUISA ASSOCIAÇÃO FÉRIAS VIVAS
Pesquisa quantitativa realizada em outubro 2003 junto a visitantes do stand Associação Férias Vivas na Adventure Fair – São Paulo, SP.
ANÁLISE DE DADOS
Objetivos
- Estabelecer um contorno estatístico sobre a prática da atividade de aventura no Brasil.
- Delinear nível de conhecimento de praticantes acerca dos riscos inerentes à sua atividade.
- Avaliar grau de prioridade que a prevenção de acidentes assume junto aos praticantes.
- Identificar nichos de atuação da AFV junto ao público praticantes de atividades de aventura .
Amostra
- A pesquisa foi realizada no período de 11 a 16 de outubro de 2003, junto aos visitantes do stand Associação Férias Vivas na Adventure Fair – São Paulo, capital.
- Foram validadas 240 entrevistas.
- Do total de entrevistas válidas,
- havia respondentes homens e mulheres, com ligeira predominância (53,3%) do sexo masculino
- a maioria dos respondentes (36,3%) possui idade entre 21 a 30 anos
Perguntas / Respostas
- Que atividades de aventura já praticou?
Pergunta estimulada – caso houvesse indecisão da parte do respondente, o entrevistador listava uma série de atividades em seu formulário. Trekking e caminhada foram as atividades mais mencionadas (75,4%), seguidas pelo rappel (45,8%).
- Como tomou contato com essas atividades?
A grande maioria (48,8%) tomou contato por iniciativa própria, havendo também menções de estímulos de amigos e familiares (29,2%).
- Que tipo de praticante você se considera?
Os respondentes classificaram-se majoritariamente (53,8%) como praticantes eventuais. O alto índice de praticantes freqüentes (46,2%) pode ser decorrente do caráter do evento onde foi realizada a pesquisa.
Observação: Houve consenso no sentido de classificar como ´eventual´ a pessoa que pratica porque recebe estímulo para isso – enquanto que o ´freqüente´ seria a pessoa que, ao menos uma vez por mês, dirige-se a um local que ofereça condições para a prática de sua atividade.
- Em seu primeiro contato com a atividade, que atitudes tomou para garantir sua segurança?
Elevado índice de respostas (70,1%) associadas ao sentimento de confiança - na empresa prestadora do serviço, no amigo / familiar que promoveu esse contato. Apenas 11,7% dos entrevistados admitiu não ter tomado nenhuma atitude preventiva.
- Tem conhecimento dos riscos envolvidos na atividade que praticou ou pratica?
Esmagadora maioria (88%) de respostas afirmativas – o que pode sugerir outra distorção, já explicitada na observação anterior.
- Quais seriam esses riscos?
Dentre as possibilidades, o item “acidente com lesão moderada” foi o mais mencionado, com 52,9% de indicações. Apesar de pontuais (0,2% de freqüência), as menções a ´danos ao meio ambiente´ são significativas na medida em que podem refletir uma resposta ética às campanhas de conscientização que vêm sendo desenvolvidas por entidades governamentais e ONGs.
- Saberia dizer o que é necessário para minimizar esses riscos?
89,6% de respostas afirmativas.
- O que seria necessário para minimizar esses riscos?
“Equipamento adequado” foi a principal menção (44,2%), seguida por respostas relacionadas aos ítens ´instrução / equipamento / informação´.
- Nas suas atividades de aventura, foi exposto a uma situação de risco de acidente que o deixou preocupado?
Baixa percepção (37,1%) de riscos vivenciados na prática da atividade esportiva.
- Acha que a situação foi bem gerenciada?
Elevado índice (62,9%) de ausência de respostas. Ainda assim, houve uma percepção positiva (28,3%) com relação às medidas tomadas para sanar a situação de risco / acidente.
- Teve conhecimento de algum acidente ocorrido na prática da atividade de aventura?
66,7% reportam ter conhecimento de acidentes, o que sinaliza um índice significativo – apesar de haver indícios de que esses números podem ser aumentados.
- Conhece a conseqüência do acidente?
Alta concentração de respostas em torno de danos físicos moderados a graves / fatais (61,3%).
- Quais as causas do acidente?
Elevado percentual (44,2%) de menções a falha humana, desdobradas em imperícia / imprudência / negligência.
- De que forma ficou sabendo?
A maioria de respostas (36,3%) indicando amigos e família como fontes de informação apontam os relatos informais como o principal meio de divulgação dos acidentes.
- Que aspectos são pré-requisitos para um prestador de serviços garantir a sua segurança?
Predominância de respostas (48,8%) sinalizando a necessidade de certificação / qualificação da empresa que oferece os serviços. Agrupadas, as menções que apontam equipamento adequado e instrução prévia perfazem um total de 64,2%.
- Quanto a mais estaria disposto a pagar por um fornecedor que atenda plenamente os aspectos de segurança?
Predominância (25,4%) de respostas apontando para a disposição de pagar de 11 a 20% a mais por um serviço que revelasse preocupação com a segurança na prática da atividade.
Observação: Atenção para a pergunta: o advérbio “plenamente” pressupõe uma situação ideal e impossível de ser oferecida
Perfil do entrevistado – seleção de alternativas
- “Tenho conhecimento suficiente para avaliar se um fornecedor está capacitado a garantir minha segurança.” (48,8%)
- “Confio na qualidade e responsabilidade dos fornecedores de serviços que contrato.” (27,1%)
- “Vou precisar rever a minha forma de avaliação.” (18,8%)
- “Riscos existem, mas acredito que não vai acontecer comigo.” (3,8%)
- “Meu anjo da guarda é forte.” (0,8%)
- “Acho um exagero essa história de riscos em atividades de aventura.” (0,4%)
- “Eu me garanto.” (0,4%)
RESULTADOS DA PESQUISA (ADVENTURE FAIR) APONTAM CAMINHOS
A pesquisa, realizada junto aos visitantes do stand Associação Férias Vivas na última Adventure Fair em São Paulo, (Ibirapuera / 2003) entrevistou 240 pessoas (homens e mulheres) a partir de 20 anos de idade, com predominância de respondentes na faixa de 21 a 30 anos.
O estudo pretendia colher dados preliminares que esboçassem as principais percepções de praticantes de atividades de aventura: se possuem noção do risco associado à atividade, se já vivenciaram ou conhecem relatos de situações concretas de perigo, como avaliam as atuais condições de prática dessa atividade e outras questões.
- Os resultados apontam para um alto índice de conhecimento (89%) dos riscos e medidas preventivas associadas à prática de atividades de aventura.
- Por outro lado, existe a percepção de que as agências / operadoras / fornecedores desses serviços ainda precisam de melhor estrutura para atingir um nível de segurança considerado aceitável.
- Foi destacada ainda a necessidade de uma efetiva regulamentação focada no fornecedor das atividades, capaz de estabelecer patamares de segurança com força de lei.
- Os resultados da pesquisa apontam para uma relativa consciência – predominantemente teórica – das questões de segurança relacionadas à prática de atividades de aventura.
- Existe conhecimento de acidentes, mas aparentemente esse conhecimento não se traduz na adoção de medidas preventivas pessoais.
- Indícios isolados – porém significativos – de que os eventos de lazer deveriam estar desvinculados de preocupações com o que quer que fosse.
- As menções de “meu anjo da guarda me protege” trazem um vínculo estabelecido com o irracional que o discurso da Associação pode reforçar para o lado positivo (prevenção) ou para o negativo (ênfase aos acidentes).
- A idéia brasileiríssima de que “no fim, magicamente, dá tudo certo”, presente nos dados coletados, não pode ser desprezada na abordagem. Outro conceito brasileiro é de que “o problema é meu e, portanto, deve ser resolvido por mim”. Exemplos não faltam em quesitos de ordem pública: a educação (escolas particulares), a segurança (condomínios e empresas de seguros), a saúde (convênios médicos).
Do total de respondentes, 37,1% já sofreram algum acidente ou foram expostos a riscos na prática da atividade esportiva. Sinal de que a Associação Férias Vivas tem muito trabalho pela frente!
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