Dicas de Pousadas e Hotéis

Prevenção e Segurança

A segurança no turismo envolve primordialmente pessoas, tanto os clientes quanto os prestadores de serviços, equipamentos, procedimentos, as próprias empresas, e as organizações públicas. São diversos atores envolvidos em diferentes atividades turísticas que devem trabalhar em harmonia para atingir um objetivo comum: a manutenção do negócio através da profissionalização do setor. Desta forma, uma abordagem sistêmica da segurança no turismo é essencial para a qualidade do serviço prestado.

Prevenção e segurança significam a salvaguarda de vidas humanas.

Ainda existe uma enorme tendência de se ‘abafar’ a notícia de um acidente ocorrido durante uma atividade de lazer ou de turismo. Ele costuma ser, simplesmente, varrido para debaixo do tapete e esquecido.
Quando um acidente fatal acontece e a mídia o expõe, ocorre uma onda de comentários, sugestões, denúncias e até a perda de clientes, que assustados com o fato buscam outras alternativas de lazer.
Entretanto, um acidente grave ou fatal deve ser um marco de enorme importância, gerador de mudanças para que o mesmo nunca mais venha a ocorrer. Ele deve ser investigado exaustivamente para que os fatores que o geraram sejam identificados e corrigidos, não só pelos envolvidos diretamente, mas por toda a indústria do turismo.
Ao se analisar profundamente as ocorrências podemos, na grande maioria dos casos, identificar como agente causador, falhas de procedimentos, de equipamentos ou humanas
Para que essas falhas não ocorram devemos mudar conceitos e atitudes. É necessário um amadurecimento das pessoas e das organizações para que não aceitem palavras como “tragédia” ou “fatalidade” para explicar um acidente que poderia ter sido evitado. É necessário difundir internamente e externamente a cultura de Prevenção e Segurança. Essa cultura consiste na crença, prática e atitudes compartilhadas por todos os níveis do serviço. Trata-se, basicamente de uma atmosfera criada que oriente o comportamento dos atores envolvidos em todos os níveis da atividade.
Adotando este comportamento, todos se sentirão responsáveis pela segurança em seu dia-a-dia a ponto de identificar condições e atitudes de risco, interferindo para saná-las mesmo que não seja de sua responsabilidade.

A cultura da segurança apóia-se em três princípios;

1 - PRINCÍPIO TECNOLÓGICO - CONHECER SEGURANÇA

Desenvolvido através do planejamento e aprendizagem. O princípio tecnológico baseia-se no desenvolvimento de processos para a Gestão da Segurança. Entendendo Segurança como um objetivo a ser alcançado pela organização, a sua gestão pode ser definida como o planejamento, programação e controle de uma série de tarefas integradas para atingir esse objetivo. Um Sistema de Gestão da Segurança permite à organização estabelecer e avaliar a eficácia dos procedimentos, atingir a conformidade em relação a eles e demonstrá-la a terceiros.

2 - PRINCÍPIO DA ATITUDE - PENSAR SEGURANÇA

O sucesso do sistema depende do comprometimento de todos dentro da organização. Dentro da filosofia de melhoria contínua, não podemos nos contentar somente com a implantação de um sistema de segurança. Esse sistema deve ser monitorado e medido constantemente por todos os envolvidos no seu dia a dia, de tal forma que possa ser analisado buscando seu constante aprimoramento.

3 - PRINCÍPIO COMPORTAMENTAL - FAZER SEGURANÇA

Finalmente, o comportamento é a conseqüência do princípio da atitude. Ele representa a quebra do paradigma, representa a mudança de um estilo de vida incorporando segurança em todos os momentos dentro e fora do ambiente de trabalho. O comportamento individual de cada membro da organização transforma-se em multiplicador do ideal da segurança.

Em termos gerais, a organização deve estabelecer o contexto em que a gestão de segurança será estabelecida e promover a identificação dos perigos e riscos associados a cada atividade em que ela está envolvida. Isto significa identificar, antes de tudo, o que pode acontecer, porquê, como, com que probabilidade e com quais conseqüências de uma forma lógica, sistêmica e realista. Com esse estudo em mãos a organização pode analisar, avaliar, preparar e implementar, escolhendo entre as diversas opções, a forma ideal de tratamento dos perigos e riscos identificados. O empreendimento pode optar entre:

  • eliminar o risco, o que significa adotar medidas que não possibilitem a sua ocorrência. Assim a organização pode tomar a decisão de, por exemplo, alterar a forma de prestar o serviço ou até de não prosseguir com a atividade;
  • reduzir a probabilidade de ocorrência do risco como, por exemplo, aumentar o treinamento dos condutores, instruir melhor os clientes, fazer melhoramentos em sua infra-estrutura, fazer uma manutenção preventiva;
  • reduzir as conseqüências como, por exemplo, criar planos de contingência ou minimizar a exposição de pessoas à fonte de risco;
  • transferir o risco mediante o envolvimento de uma outra parte que assuma ou compartilhe esse risco. Os mecanismos de transferência incluem o uso de contratos, o uso de seguros e o uso de parcerias técnicas especializadas.
A organização deve manter essa informação sempre atualizada, e também comunicar seus funcionários, fornecedores, clientes das atividades e demais partes interessadas. Finalmente, os programas de gestão da segurança devem ser analisados criticamente em intervalos planejados e regulares, e devem ser alterados, quando necessário, para atender às mudanças nas atividades, produtos, serviços ou condições operacionais da organização.

A Gestão da Segurança através de um sistema de melhoria contínua deve ser encarado pela organização como uma espiral positiva que agrega não só conhecimento do negócio, mas profissionalismo, transparência, confiança e credibilidade como base para a qualidade do serviço e conseqüente sustentabilidade do setor.

Maiores Informações

www.abnt.org.br

Fonte

Associação Férias Vivas
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