ROPE JUMP vs BUNGEE JUMP

O QUE SABER ANTES DE IR

A sua experiência dependerá da empresa contratada e da infraestrutura do local de salto. Por isso fique atento, pois a falta de fiscalização no Brasil permite que muitos eventos sejam divulgados, comercializados e realizados de maneira totalmente irresponsável. Você não quer correr riscos desnecessários e iremos ajudá-lo a tomar uma decisão de maneira embasada. Aproveite então este conteúdo!

Sobre os tipos de salto:

O ROPE JUMP, também conhecido como Pêndulo Humano, é bem diferente do BUNGEE JUMP. E vamos explicar desde já para você a diferença.

A prática de Bungee Jump é tradicional, regulamentada e há um consenso sobre os requisitos mínimos de segurança. O salto de Bungee Jumping usa uma corda elástica, muito grossa e feita apenas de borracha, 100% latex. Este cabo elástico é desenvolvido especificamente para esta atividade. Aposto que você não sabia dessa informação! O segredo está no fato de ser uma corda dupla: mesmo se ela romper, o praticante não irá tocar o solo, pois existe uma reserva, que se devidamente instalada, vai evitar o acidente. Outro fator é que a venda das cordas elásticas de bungee jump fabricadas no Brasil é controlada, para que apenas pessoas habilitadas possam operar. Além disso, toda os requisitos mínimos de segurança da operação são registrados na norma técnica ABNT NBR 16.714. Este documento regulamenta a atividade de bungee jumping no Brasil e estabelece os critérios mínimos de segurança para que você, consumidor, possa contratar um serviço de qualidade. A Associação Férias Vivas tem orgulho de ter sido parte importante deste processo junto com a Master Jump. É essencial que você pesquise online a reputação da empresa antes de contratar seus serviços incluindo o nome da equipe e do responsável pelo site. Caso a empresa tenha sido alvo de denúncia ou tenha protagonizado um acidente por negligência, há chances de encontrar informações sobre este histórico profissional no Google. Quanto mais bem informado você estiver, melhor será a sua tomada de decisão.

Você já sabia que existe todo um arcabouço de normas criadas para definir regras de segurança para passeios de aventura?

Pergunte sempre a empresa que vai prestar os serviços está operando dentro da norma ABNT 21.101. Esta é a norma que define os requisitos de Sistema de Gestão de Segurança para o turismo de aventura. Uma empresa operando dentro das normas irá realizar previamente a avaliação dos riscos das atividades e oferecer equipamentos de proteção de individual. Além de realizar o correto treinamento da equipe e se preparar com protocolos de atendimento emergencial, para colocar em prática se necessário.

Só que para as atividades de Rope Jump o cenário é outro, bem diferente… Não há protocolos a serem seguidos, é uma nova tendência de esporte amador (ou seja, nenhuma pessoa possui a técnica ou é capacitada para esta atividade). O Rope Jumping, ou atividade de pêndulo, usa uma corda normal, usualmente as utilizadas em alpinismo, que pode ser comprada em qualquer loja. Esses equipamentos não são homologados (ou seja, não são testados e aprovados) para sofrer este tipo de esforço, nem foram projetados para operar desta forma.

Onde está o perigo?

No fato de os equipamentos utilizados não terem sido fabricados especificamente para esta atividade e no uso inadequado que muitas vezes por falta de conhecimento é feito desses equipamentos.

Para entender melhor, vamos começar pelas regras mínimas de segurança. Após ler este artigo, você conseguirá identificar os prestadores de serviços que não possuem qualificação, que negam uma situação de risco ou que não estão aptos para imprevistos e emergências.

Caso não receba orientações sobre a sua segurança ou caso tenha a impressão de que o local está descuidado, desista da experiência. E, principalmente, não escolha só pelo preço. No turismo de experiência, o barato sai caro! Fique sempre atento à capacitação dos profissionais antes da contratação da atividade. E pesquise antes sobre o local!

Salto São Francisco – Paraná

É a maior queda d’água da região sul do Brasil e uma das maiores do país. Localizada no Paraná, faz parte da Área de Preservação Ambiental da Serra da Esperança. Na região, os visitantes podem fazer e contemplar a vista panorâmica. O Salto São Francisco possui aproximadamente 196 metros de queda livre (o que equivale a um prédio de 60 andares) e rendeu o maior salto de Rope Jump do mundo.

Cânion Espraiado – Santa Catarina

Este cânion espetacular fica em propriedade particular, ou seja, tanto a visita como o salto requer autorização. Fica a 35 km do centro de Urubici por uma rodovia não inteiramente pavimentada. Naturalmente, o local isolado e sem infra estrutura dificulta um eventual resgate, o que oferece um desafio a mais no planejamento da atividade.

Ferrovia do Trigo – Rio Grande do Sul

Uma ferrovia de ligação entre as cidades de Muçum e Guaporé surpreende pela magnitude, é o 2º viaduto de trem mais alto do mundo e o mais alto da América Latina. O local virou ponto turístico graças às redes sociais e preocupa pelo excesso de pessoas que se arriscam ao passar pelos trilhos ainda em atividade e ao saltar da estrutura precária e com batentes soltos.

Esqueleto de São Conrado – Rio de Janeiro

O prédio inacabado virou abrigo de moradores de rua, bandidos e até esconderijo de armas roubadas. Também é usado há muito tempo por praticantes de rapel e rope jump que ignoram as condições precárias do edifício em busca da foto perfeita. É extremamente perigoso pois há infiltrações, buracos no chão, paredes quebradas e tetos rachados. Se não há manutenção, é muito difícil garantir que a estrutura aguentará o tranco.

O ROPE JUMP É PROIBIDO?

NÃO E SIM! NA VERDADE, DEPENDE DE COMO É FEITO!

O rope jump é considerado como um esporte de risco e não existe nenhuma determinação que proíba a atividade. A proibição está relacionada mais ao local do salto e as regulamentações para comercializar a atividade. Um salto entre amigos é bem diferente do ponto de vista legal do que um salto que foi comercializado.

Vamos começar pelo local. O salto de pontes, estrutura de prédios e trilhos de trem é permitido desde que o esportista tenha autorização prévia para isso. Saltos sem autorização colocam em risco a vida dos participantes e são ilegais. Todos esses saltos requerem autorização prévia do local. Esta autorização será condicionada ao grau de segurança oferecido na atividade. É bem provável que a empresa negue o pedido devido ao alto risco da atividade. Se isso acontecer, essa interdição deve ser respeitada.

Comercializar a atividade fora dos padrões regulamentados em lei também é ilegal. Não basta um CNPJ e uma corda, é necessário cumprir os requisitos mínimos estabelecidos pela norma técnica de Turismo de Aventura. Você pode conhecer mais sobre ela aqui.

A postura ativa diante da segurança deve ser o foco de todo consumidor de atividades de aventura. A grande questão sobre o Rope Jump é: Qual o padrão existente de segurança para a atividade?

Não há nenhum organismo público ou federação do esporte que determina padrões para tal atividade.

Com o intuito de manter vivo o seu espírito aventureiro, a Associação Férias Vivas vai ajudá-lo a escolher a melhor forma de saltar, com os melhores profissionais do ramo e destacando algumas atitudes que você deve adotar para uma dose de adrenalina sem risco de morte.

Não se esqueça de baixar o app “Eu Vivi” para Google Play

O Aplicativo Eu Vivi é uma ferramenta inédita de mapeamento da segurança em atividades turísticas. Nosso objetivo é orientar o turista e os profissionais de turismo sobre a importância de identificar riscos e prevenir acidentes, garantindo, assim, segurança e tranquilidade para suas viagens.

Sua experiência foi positiva? Aproveite para valorizar o trabalho de profissionais que atuam com segurança!

Teve uma viagem frustrada? Não deixe que sua experiência seja em vão! Registre situações de risco e acidentes que você presenciou e contribua para evitar que outras pessoas virem vítimas da negligência e da falta de preparo técnico.

Agora que já conhece nosso app, vamos às dicas! Veremos agora alguns conhecimentos básicos que ajudam a ter uma experiência segura: tipos de ancoragem, manutenção de cordas, técnicas verticais e as normas que regulamentam o turismo de aventura.

Ancoragem

Cada novo local de salto requer um teste exaustivo para conhecer o site. Isso inclui testes exaustivos com carga para saber como as forças se comportam no salto. O local do pêndulo definirá se a corda será estática ou com elasticidade. Os pontos de ancoragem precisam ser no mínimo em dois pontos. E muito cuidado com as estruturas de ponte e prédios abandonados. Você estará colocando sua vida em risco ao se pendurar em estrutura enferrujada e duvidosa.

As cordas

Cuidados com os equipamentos. Uma corda gasta e vencida dá sinais. E a vida útil de uma corda é muito suscetível às intempéries e ao tempo de uso. Uma capacitação adequada da equipe é essencial para garantir o cuidado com o equipamento. Busque se aprimorar constantemente sobre a atividade. A corda de ancoragem precisa ser no mínimo dupla. A corda de resgate, aquela que recupera o participante após o salto, também deve ser dupla.

Redundância

O famoso PLANO B! Um sistema redundante de segurança é aquele que traz uma segurança extra. É o planejamento de uma segunda opção caso a primeira medida de segurança venha a falhar. Se, por exemplo, uma corda vier a romper, tem a segunda corda de reserva evitando a queda do participante. Outros sistemas conhecidos de back up são o corpo d’água ou colchão inflável. É também necessário que a equipe esteja preparada para uma situação fora do esperado.

O seguro

A empresa deve oferecer um plano de seguro com cobertura para acidentes pessoais. Lembrando que a apólice deve cobrir toda a prestação de serviços, que envolve o trajeto que o cliente percorre e não apenas o salto. Isso significa que após o resgate e soltura da corda, o retorno deve ser supervisionado por um instrutor até o ponto de partida. Nada de abandonar o participante na trilha. O risco de alguém se perder, sofrer uma picada de cobra (em área rural) ou atropelamento (em área urbana próximo de viadutos) é grande.

SALTE COM SEGURANÇA

São questões que você deve ter sempre em mente:

  • Qual o treinamento as pessoas que comercializam o rope jump tem sobre a atividade?
  • Os equipamentos são específicos para o salto? Qual a manutenção destes equipamentos?
  • Como é preparado o cliente para a atividade ?
  • Como é feito o cálculo da aceleração da queda em relação a altura do salto e o peso dos clientes e quem faz isso?
  • Qual a periodicidade ideal para troca de cordas pensando na depreciação dos equipamentos?
  • É permitido (e seguro) amarrar e ancorar cordas em pontes e viadutos que não foram projetados para tal atividade?

Utilize as dicas dessa página como um verdadeiro manual de sobrevivência. E lembre-se: quanto mais informado você estiver, maior controle tem sobre o sucesso do salto.

1. Antes de contratar um salto, estude a empresa e as recomendações dos outros usuários sobre o local.

Buscando uma nova experiência? Ótimo! Agora é o momento de buscar mais informações sobre a segurança da atividade e a capacitação dos profissionais envolvidos. Você precisa encontrar pessoas com experiência, preocupados com a técnica do esporte. Fuja de grupos que não estão preocupados em atuar de forma legalizada, e muito menos em treinar suas equipes, realizar manutenção de seus equipamentos ou zelar pela segurança de seus clientes. No cenário do turismo atual no Brasil, mais de 70% dos acidentes ocorrem devido a negligência de profissionais. Verifique a quanto tempo a empresa opera e busque referências. Se a empresa já foi responsável por um acidente na atividade, essa notícia tem grandes chances de estar disponível. E você poderá fugir dessa roubada que ainda pode tirar a sua vida.

2. Atividades turísticas exigem investimentos. Não busque escolher pelo menor preço e fuja de prestadores informais.

Prevenir é melhor do que remediar! Por mais tentadores que sejam, os menores preços podem esconder situações irregulares que colocam a sua vida e a da sua família em risco, desde a manutenção precária de equipamentos em atividades ao ar livre até a falta de suporte em casos de emergência. Atendimento ao cliente é essencial. Toda prestação de serviços turísticos e atividades recreativas (como é o caso do salto comercial) deve considerar a segurança completa do cliente. Além disso, vale SEMPRE uma pesquisa básica para conferir se a empresa está regularizada com CNPJ, Cadastur e Sistema de Gestão de Segurança.

3. Tire todas as suas dúvidas diretamente com a empresa e guarde os comprovantes da compra.

Não tenha medo de fazer perguntas. Seja insistente se ainda tiver dúvidas, principalmente aquelas esclarecendo questões de segurança, diretamente com o prestador de serviço. Isso reduzi ruídos na comunicação e também ajuda a elevar o nível de exigência para a qualidade desses serviços. E evite dores de cabeça futuras, guardando sempre a documentação que comprova que a atividade foi contratada e com as devidas especificações do serviço (vale tirar um print do site).

4. Tenha consciência de que acidentes podem ocorrer!

Atenção! Sua vida está em jogo. Respeite seus próprios limites, preparando-se psicologicamente e fisicamente antes de praticar uma atividade. Informe-se sobre a meteorologia do destino e evite condições de tempo não favoráveis. Atente-se às sinalizações do local e sempre siga as orientações do guia/instrutor.

Todas as dicas e sugestões deste artigo foram construídas especialmente para você. Este trabalho foi feito pela Associação Férias Vivas em conjunto com os especialistas Vanio Beatriz, Rapha Raine e Leonardo Persi.

ESPÍRITO AVENTUREIRO COM MODERAÇÃO

A sua segurança começa por você! Ao planejar uma atividade de turismo de aventura considere não somente o valor financeiro, mas a competência dos prestadores de serviços e até mesmo a condição e manutenção dos equipamentos fornecidos.

Você, como cliente, tem o poder nas mãos e deve saber exigir os seus direitos. A oferta de atividades de turismo de aventura é extremamente regulamentada, e isto é uma ótima notícia que facilita e muito a sua vida ao ar livre! O secretário do subcomitê de Turismo de Aventura da ABNT, Leonardo Persi, explica: “É preciso que sejam observadas e seguidas as orientações dos fabricantes dos equipamentos, os quais indicam todos os possíveis usos – e limites – de seus produtos, estando estes certificados por entidades internacionais, os quais foram testados e verificados, para usos específicos e indicados por estes fabricantes (inclusive há manuais de uso destes produtos). Os prestadores de serviços devem legalizar sua empresa, atender ao Código de Defesa do Consumidor e implementar as normas técnicas ABNT, como é exigido pela Lei Geral do Turismo desde 2010. Acreditamos que um trabalho de fiscalização e cobrança dos órgãos responsáveis, como as Secretarias de Turismo locais, podem auxiliar no processo de orientação e sensibilização. E você também tem um papel importante nesse processo!

Falar sobre integridade física ao planejar uma viagem pode parecer um exagero para quem olha o mercado de turismo de fora. Porém, quem acompanha a Associação Férias Vivas sabe que a quantidade de guias piratas, hotéis irregulares e agências negligentes é gigantesca. A Associação Férias Vivas já acompanhou mais de 3860 acidentes de turismo. Suas causas estão relacionadas à falta de sinalização, à capacitação insuficiente dos profissionais e à imprudência de alguns turistas.

O que mais chama atenção é que 99% dos acidentes de turismo poderiam ser evitados.

São situações tristes que não devem ser esquecidas. Um acidente grave ou fatal é um marco de enorme importância, gerador de mudanças para que o mesmo nunca mais venha a ocorrer. Ele deve ser investigado exaustivamente para que os fatores que o geraram sejam identificados e corrigidos, não só pelos envolvidos diretamente, mas por toda a indústria do turismo.

Conheça os casos mais recentes de acidentes com Rope Jump. Estude as suas causas, compartilhe essas informações e ajude a evitar que esses casos se repitam.

Adam Esteves Cardoso, morreu aos 25 anos ao saltar do viaduto Prainha em Minas Gerais.

Luiz Henrique de Souza Teles ficou gravemente ferido em salto amador no Acre.

Iaritsa Bortollini Prais Tavares fraturou a perna ao saltar em pêndulo recreativo do Eco Parque Cia Aventura, no Rio Grande do Sul.

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INFORMAÇÃO SALVA VIDAS

A Associação Férias Vivas criou um portfólio de ações voltadas para a disseminação do turismo consciente. No site da ONG  é disponibilizada uma biblioteca dedicada ao tema, com dicas de prevenção e segurança, artigos de gerenciamento de risco, análises sobre a legislação vigente, assim como orientações jurídicas para as famílias vítimas de acidentes.

Recentemente, lançamos o aplicativo Eu Vivi Esta Experiência, uma ferramenta colaborativa que melhora a experiência dos turistas nas viagens e contribui para o aumento da segurança das atividades turísticas.

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